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CONEM 2022
XI Congresso Nacional de Engenharia Mecânica - CONEM 2022
Avaliação da corrosão do aço carbono S355 em água do mar
Submission Author:
Maria Ully Eduardo Martins , CE
Co-Authors:
Maria Ully Eduardo Martins, Pedro de Lima Neto
Presenter: Maria Ully Eduardo Martins
doi://10.26678/ABCM.CONEM2022.CON22-0653
Abstract
A participação da energia eólica offshore na matriz energética brasileira é uma realidade cada vez mais próxima. Embora na costa brasileira ainda não haja nenhum parque eólico offshore em operação, o vasto potencial já foi apontado em pesquisas acadêmicas e observado por empresas especializadas na área, resultando em alguns projetos de implantação, que encontram-se em fase de licenciamento ambiental e aprovação, principalmente no Nordeste brasileiro, com destaque para o litoral cearense, devido ao excelente índice de ventos. Os projetos de fundações eólicas offshore do tipo monopilha representam o projeto mais comum. O aço mais utilizado na fabricação dessas estruturas de suporte é o aço carbono S355. Esses tipos de estruturas não são tripuladas e encontram-se constantemente expostas ao ambiente marítimo adverso, logo, a corrosão é um problema complexo e dispendioso na operação e manutenção offshore. Torna-se, portanto, necessário o estudo da corrosão para aplicação de estratégias de prevenção e manutenção. Este estudo tem como objetivo avaliar a resistência à corrosão do aço carbono S355 em água do mar, que foi coletada na cidade de Fortaleza, Ceará. A investigação do processo corrosivo do aço foi conduzida por meio de ensaios de imersão e de testes eletroquímicos: Potencial de Circuito Aberto (PCA), Polarização Potenciodinâmica (PP) e Monitoramento da Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIE). O ensaio de imersão foi realizado em triplicata, na temperatura ambiente (aproximadamente 30 °C) e a perda de massa foi obtida para determinar a taxa de corrosão após 45 dias de imersão. Uma taxa de corrosão de 0,057 mm/ano foi observada neste experimento. O monitoramento do PCA e o acompanhamento da evolução dos diagramas de impedância EIE foram feitos por até 96h de imersão, sendo observada a diminuição dos arcos capacitivos com o aumento do tempo de imersão, reduzindo a resistência a polarização. E no decorrer do tempo de imersão, os valores dos potenciais tornaram-se mais negativos. A morfologia superficial das amostras após os testes de corrosão foi caracterizada por meio de Microscopia Óptica (MO). Foi identificada a presença de corrosão uniforme e localizada. A partir dos resultados obtidos, a agressividade do processo corrosivo foi classificada como moderada.
Keywords
Corrosão, Aço carbono, Água do mar, Energia Eólica Offshore

