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COBEF 2023
12th Brazilian Congress on Manufacturing Engineering
COMPARAÇÃO DE REFRIGERAÇÃO INTERNA DA FERRAMENTA E JORRO NO TORNEAMENTO DE ALUMÍNIO 2011-T4
Submission Author:
Lucas Melo Queiroz Barbosa , MG , Brazil
Co-Authors:
Lucas Melo Queiroz Barbosa, Pedro Henrique Pires França, Claudio Gomes do Nascimento, Eder Silva Costa, Paulo Sergio Martins, Álisson Rocha Machado
Presenter: Lucas Melo Queiroz Barbosa
doi://10.26678/ABCM.COBEF2023.COF23-0154
Abstract
A usinagem é baseada na retirada de material da peça. De toda energia mecânica gerada pelo processo mais de 95% são convertidas em calor no momento do corte. Devido a essas condições, a temperatura na ferramenta de corte pode alcançar valores de 1200 ºC, como na usinagem de aços endurecidos e superligas, diminuindo a vida útil da ferramenta de corte. Os fluidos de corte são os meios mais utilizado com fins de refrigeração nas indústrias, sendo em muitas situações não sustentáveis, devido ao custo elevado, difícil descarte e riscos aos operadores, além de não serem recomendáveis em algumas ocasiões. A fim de garantir maior refrigeração que a usinagem a seco e eliminar a contaminação e reduzir os custos da usinagem com fluidos de corte, o sistema de ferramentas refrigerados internamente em circuito fechado é uma técnica sustentável no qual já obteve resultados promissores. Este trabalho tem como objetivo projetar e testar um sistema de refrigeração interno em ferramentas de metal duro revestidos por TiNAl circulando uma mistura de água com etileno glicol em circuito fechado, o no torneamento da liga alumínio 2011-T4 tratada termicamente e envelhecida. O foco será estudar a influência dos sistemas de refrigeração interno da ferramenta na força de corte e rugosidade superficial, comparando com o método mais utilizado: jorro. Dessa forma foi feito dois planejamentos fatoriais com dois níveis e duas variáveis para cada mensurando, um comparando jorro com refrigeração interna, e outro jorro com refrigeração interna da ferramenta; além de utilizar duas velocidades de corte distintas. Ao comparar ferramentas com refrigeração interna com fluido de corte em abundância no torneamento de Alumínio 2011-T4, não foi constatado diferença estatística tanto nos parâmetros de rugosidades Ra, Rq e Rz quanto nas forças de corte e resultante. A velocidade de corte foi o único parâmetro estatisticamente influente na análise da rugosidade, com a melhor acabamento na maior velocidade de corte, a refrigeração não possuiu tendencia significativa. Já para a análise de forças, somente a velocidade foi influente na força resultante, de maneira diretamente proporcional, o que é um indício da presença de aresta postiça de corte na menor velocidade.
Keywords
Refrigeração interna da ferramenta, Torneamento, refrigeração na usinagem, rugosidade, Força de corte

