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COBEF 2017
Congresso Brasileiro de Engenharia de Fabricação
APLICAÇÃO DO TORNEAMENTO LFV PARA CISALHAMENTO DE CAVACOS PROVENIENTES DO AÇO ABNT-1020
Submission Author:
Cláudio Parreira Lopes , MG
Co-Authors:
Jose Rubens Gonçalves Carneiro
Presenter: Cláudio Parreira Lopes
doi://10.26678/ABCM.COBEF2017.COF2017-0304
Abstract
Materiais dúcteis são amplamente utilizados pelas indústrias, porém, durante sua usinagem, produzem cavacos contínuos. Esta forma de cavaco é responsável por uma série de inconvenientes operacionais, como riscamento de superfícies já finalizadas, segurança do operador, rompimento de tubulações pressurizadas, danos à pintura da máquina, estragos em vedações, entre outros. Apesar das ações corretivas para seu controle (adição de elementos de liga ao material, alteração dos parâmetros de corte, utilização de fluido a alta pressão, utilização de ferramentas com quebra cavaco), ainda encontram-se dificuldades para prever, elaborar e padronizar cavacos com a geometria operacional desejada. Este trabalho tem como objetivo estudar a aplicação do método LFV (low frequency vibration) para a otimização do cisalhamento de cavacos provenientes de um material dúctil (aço ABNT-1020). Os corpos de prova foram usinados em três níveis de velocidades de corte (vc1, vc2 e vc3), três níveis de avanço (f1, f2 e f3) e dois níveis de profundidades de corte (ap1 e ap2), onde a rugosidade (Ra), a força de corte (Fc), a força de avanço (Ff) e a microdureza (HV) foram mensuradas e comparadas após usinagem convencional e corte frequencial. Através da análise micrográfica das raízes do material cortado, avaliou-se as regiões de fluxo estabelecidas, buscando-se compreender os fatores responsáveis pelo cisalhamento do cavaco. Os resultados mostraram que, independente do parâmetro de corte utilizado, a usinagem LFV gerou condições favoráveis para formação do cavaco, promovendo seu cisalhamento em todos os ensaios realizados. O método LFV também mostrou-se eficaz para alterar a microdureza do material a ser cortado, sendo capaz de inserir regiões pontuais de encruamento. Observou-se que não houve diferenças significativas no estado de superfície entre corte frequencial e usinagem convencional e, apesar do método LFV ter gerado maiores forças de avanço, as componentes vetoriais da força ativa foram melhor distribuídas.
Keywords
Material dúctil, Torneamento, Formação de cavacos, Vibração de baixa frequência, Corte frequencial

