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23 MAY 2018 ‹ VOLTAR

Alunos da Uerj atingem meta em vaquinha online e vão levar foguete aos EUA

Um grupo de estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) está de malas prontas para participar da Spaceport America Cup, uma competição mundial de foguete nos Estados Unidos. Em busca de ajuda financeira para viabilizar a viagem, os alunos criaram uma vaquinha na internet com a meta de arrecadar R$ 15 mil. O montante foi alcançado no sábado e, na manhã desta segunda-feira, a arrecadação já somava mais de R$ 17 mil. O dinheiro será usado para bancar a hospedagem e a alimentação da delegação, que terá sete integrantes.

A disputa acontece entre os dias 19 e 23 de junho, no estado do Novo México. O Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ) vai competir com equipes de mais de 100 instituições internacionais, incluindo as renomadas Havard, MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Apesar de a meta ter sido batida, a vaquinha continua aberta a doações até o próximo dia 8.

— Ficamos surpresos. A ideia era fazer uma vaquinha pedindo o mínimo possível. Combinamos que cada um iria dar seu jeito para comprar a passagem e estipulamos a quantia de R$ 15 mil para o site. Ainda assim, achamos que era uma meta difícil de ser alcançada — conta o estudante de engenharia mecânica Wallace Ramos, de 23 anos, que é presidente do GFRJ.

A equipe carioca levará para a competição o Atom, um foguete de três metros de altura projetado para atingir uma distância de três quilômetros. O equipamento vem sendo elaborado há cerca de um ano e saiu do papel há pouco mais de seis meses. Em novembro do ano passado a equipe se inscreveu para participar da competição e passou a enviar relatórios técnicos mensais sobre a evolução do protótipo.

Dentro do foguete, há um pequeno satélite que carrega um experimento científico com aplicação nas áreas de astronomia e meteorologia. O satélite também dispõe de uma câmera que vai filmar o voo do foguete.

No dia da competição, os cariocas terão que fazer o foguete alcançar três quilômetros de altura e voltar para a superfície sem danos e com possibilidade de ser reutilizado. Para isso, o equipamento conta com um para-quedas e um GPS, que vai sinalizar sua localização exata ao pousar.

— É um projeto totalmente novo para o Rio de Janeiro. Somos a primeira equipe universitária em todo o estado a colher frutos nessa área. Mesmo com todas as dificuldades da institução, conseguimos superar e fazer um projeto legal, que empolga as pessoas. Levar a bandeira da Uerj para os EUA será simbólico — diz Wallace.

A realização de um sonho

A conquista da vaga na competição mundial de foguetes é a realização de um sonho para Bruno Costa, de 24 anos, que cursa o último período de engenharia mecânica na Uerj. Ainda na infância, ele viu despontar a vontade de ser astronauta. Enquanto alguns viam aquilo como uma fantasia de criança, Bruno decidiu levar a missão a cabo. Percebeu que o curso de engenharia mecânica ofereceria mais possibilidades para se envolver na área. Começou a integrar uma equipe de robótica em 2013 e dois anos mais tarde, junto com dois amigos, fundou o GFRJ. Agora, sente que está se aproximando ainda mais da realização do sonho.

— Lembro que no primeiro período da faculdade fui conversar com um professor sobre meu sonho de ser astronauta. Ele disse que eu tinha nascido no país errado. Aí eu percebi que dependia exclusivamente de mim para alcançar meu objetivo — diz ele, que é um dos integrantes da delegação que vai participar da competição de foguete nos EUA.

O grupo, que começou com três alunos, hoje é formado por 35 estudantes provenientes dos cursos de engenharia, física, ciência da computação e pedagogia. Eles são orientados pelo físico João Canalle, professor da UERJ e coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Essa não é a primeira vez que a equipe participa de uma competição. Há um mês, o grupo venceu o 5º Festival Brasileiro de Minifoguetes, realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O foguete dos cariocas, batizado de Canalle Platinado, terminou em primeiro lugar na categoria H1000, na qual a meta é atingir um quilômetro de distância.