COMPARAÇÃO DO ERRO DE CILINDRICIDADE E RUGOSIDADE NA USINAGEM DE FUROS CEGOS E PASSANTES EM FUNÇÃO DE DIFERENTES SISTEMAS LUBRI-REFRIGERANTES 

Éder Silva Costa, Rosemar Batista da Silva e Álisson Rocha Machado  


Resumo: Este trabalho compara a qualidade de furos cegos e passantes, com L/D=3, em termos de erro de cilindricidade e rugosidade Ra das paredes dos furos, quando se utiliza diferentes sistemas lubri-refrigerantes e velocidades de corte (45 e 60 m/min). Utilizou-se como ferramenta de corte brocas helicoidais maciças com duas arestas cortantes de aço-rápido com diâmetros de 10 mm revestidas com TiAlN na furação do aço microligado DIN 38MnS6. Usinou-se sob os sistemas lubri-refrigerantes seco, aplicação externa de Mínima Quantidade de Fluido de Corte (MQF) de óleo vegetal e integral na vazão de 30 ml/h e fluido de corte integral e semi-sintético aplicados na forma convencional (jorro sobre-cabeça). Os resultados mostraram, em geral, que a usinagem de furos passantes, ao invés de cegos, proporcionou valores menores de Ra e erro de cilindricidade (redução em média de 8% e 13%, respectivamente). Em geral, a aplicação de MQF resultou em menores valores de rugosidade e erro de cilindricidade, enquanto a usinagem a seco nos maiores valores de Ra e a usinagem com aplicação de óleo integral na forma de jorro nos maiores valores de erro de cilindricidade. Finalmente, o aumento da velocidade de corte de 45 para 60 m/min praticamente não influenciou nos valores de Ra, redução média de 1%, porém reduziu o erro de cilindricidade em torno de 8%, em média.