ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE DESGASTE DE FERRAMENTAS DE CORTE NO TORNEAMENTO DE FERRO FUNDIDO NODULAR AUSTEMPERADO. 

Valter Vander de Oliveira, Marcelo Teixeira dos Santos, Paulo André de Camargo Beltrão e Cássio Luiz Francisco de Andrade  


Resumo: O ferro fundido austemperado (ADI), Austempered Ductile Iron, tem sido aplicado com sucesso na manufatura de bloco de motores, virabrequins, uma vez que os blocos em ferro fundido nodular perlítico não conseguem suportar as elevadas cargas dos motores modernos. Este material também tem sido aplicado em engrenagens, com diversos tipos e tamanhos, bem como roletes de correntes, podendo ser empregado em vários segmentos da industria mecânica, principalmente na indústria automobilística, devido as suas propriedades e suas vantagens técnicas e a combinação entre a resistência e a ductilidade que pode ser obtida neste material. A principal limitação técnica do ferro fundido nodular austemperado é atribuída a sua usinabilidade ser relativamente baixa no estado austemperado. Este problema se deve ao endurecimento por deformação que ocorre pela transformação da austenita, característica da microestrutura do nodular austemperado, a qual afeta as etapas do processo de produção sendo comum realizar o desbaste da peça antes do tratamento térmico e a usinagem de acabamento logo na seqüência. Este artigo descreve um estudo realizado sobre o comportamento do desgaste de três materiais aplicados como ferramenta de corte (metal duro, cerâmica e CBN) no processo de torneamento externo do ADI através da análise comparativa do tempo de vida das ferramentas em função da velocidade de corte, empregando como critério para final da vida da ferramenta o desgaste de flanco de 0,3 mm. As ferramentas de metal duro, revestidas com uma camada de óxido de alumínio apresentaram o melhor desempenho entre as ferramentas ensaiadas devido a combinação da resistência a abrasão da cobertura e a tenacidade do substrato de carboneto de tungstênio.